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Blog do Amaury Jr

Categoria : Fora do Ar


Bisbilhotices: Lucélia Santos conquistou corações…

(Foto: Divulgação)

 

. A maior cantada que Lucélia Santos levou não foi de Fidel Castro. El Comandante era sim apaixonado pela “Escrava Isaura” e uma vez, num jantar oficial, convidou-a para “abrir os serviços” como se fosse uma primeira- dama, mas a atriz garante que ele sempre se comportou bem.

Quem não se conteve foi um jogador de futebol português, famoso, que acabou lhe escrevendo uma carta, muito séria, declarando-se totalmente apaixonado por Lucélia, pronto para se casar (o nome ela prudentemente diz “que não se lembra pois estava casada com John Neschling”) e que encerrava sua missiva dizendo : “Menina Isaura, quero me casar com você e saiba que meu dote é um Porsche Carrera. Espero que lhe agrade”.

A novela Escrava Isaura rendeu muitas histórias a Lucélia Santos.

 

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Carnaval em junho? Teve Presidente da República que mudou a data da folia. Aos fatos!

O ano era 1892 e o responsável pela mudança da data do Carnaval foi Floriano Peixoto (Fotos: Reprodução Folha Fotos Antigas do Brasil)

 

Historinha dos arquivos e pesquisas de Amaury Jr.:

. Floriano Peixoto, que sucedeu Marechal Deodoro da Fonseca na presidência do Brasil, teve sete filhos com a prima Josina, filha de seu pai adotivo. Só por isso já era assunto preferido nas rodas de fofocas. Hábil na esgrima, ranzinza e autoritário, odiava a vida social. Nunca deu uma recepção e nunca foi a nenhuma. Tinha fama de recluso e era contrário às manifestações de alegria do povo. Numa penada transferiu o Carnaval de fevereiro para junho, em 1892, a despeito da propagação de epidemias de verão.


Bisbilhotices: mistério com Maitê Proença

(Foto: Divulgação)

 

Historinha dos nossos arquivos:

. Só uma coisa intrigou e incomodou muito a atriz Maitê Proença quando sua filha Maria era um bebezinho: ela babava em demasia. Babava tanto que começou a preocupar a nossa Maitê. O pediatra não achou nada de anormal, mas era desconfortável mostrar Maria aos amigos naquele estado..

Um belo dia, passeando, Maitê conhece uma senhora que se dizia esotérica – e na conversa entraram no assunto de Maria. E a expert:
-Você passou algum desejo na gravidez?

Maitê fez um esforço de memória e lembrou-se que o desejo mais forte e estranho que teve durante a gravidez, e repetidas vezes, foi o de comer cachorro quente. Mas não deu bola, já que sempre foi vegetariana e aquele desejo só podia ser um equívoco do seu paladar.

E a esotérica:
-Taí. É por isso que sua filha baba desse jeito. Saia já daqui e vá comer um cachorro-quente. I-me-dia-ta-mente.

Por uma estranha força, Maitê obedeceu e traçou não um, mas dois.
Maria, no dia seguinte, parou de babar.

 

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Bisbilhotices: Raul Gil esteve entre os últimos pensamentos de Altemar Dutra

Altemar Dutra, à esquerda, foi um dos maiores cantores de sua época. À direita, Raul Gil, mestre em imitações (Fotos: Reprodução e Divulgação)

 

. O ano era 1983. Altemar Dutra encontrou Raul Gil numa festa e reclamou que ele imitava todo mundo, menos ele. Como era um dos maiores cantores de sua época, achava um absurdo Raul não incluí-lo em suas imitações. E intimou o apresentador:

– Ô Raul, vou amanhã fazer um show em Nova York e, quando voltar, estarei no seu programa. Trate de treinar uma imitação com minha voz, senão vai ter… (Altemar tinha fama suficiente para impor).

E Raul: – Meu bom Altemar, sua voz é difícil. Eu já faço o Miltinho que tem a voz metálica, e isso me confunde…

-Não interessa – arrematou Altemar -, quero vê-lo me imitando.
E partiu para Nova York.

Um dia antes de voltar, mandou um telegrama:
– Faço o show hoje à noite e chego a São Paulo depois de amanhã. Você está ensaiando direitinho?

Pois Altemar Dutra não passou daquele show. Um aneurisma cerebral, em palco, levou-o para sempre.
Raul Gil conta essa história emocionado. E confessa: eu estava prontinho para lhe mostrar uma boa imitação. Ensaiei dias a fio, hora após hora, para homenagear Altemar.

 

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Bisbilhotices: historinhas de Chico Anysio, Suzy Rêgo e Fafá de Belém

(Fotos: Divulgação)

 

. Chico Anysio já foi ligadíssimo nas peladas. Nessa época tinha em casa um campo de futebol modelo, onde todo mundo queria jogar, com arquibancadas, banheiras térmicas nos vestiários, mil requintes. Os convidados tinham à disposição uniformes completos (chuteiras, meias, calção e camisa) . O detalhe estava nas camisas: cada uma carregava, inscrito, o nome de um grande comediante, como Carlitos, Fernandel, Cantinflas, Oscarito e por aí afora…

. Saibam todos que a atriz Suzy Rêgo é dona de uma memória prodigiosa. Filha de militar (Tenente Massilon),  foi educada no compasso da pontualidade e da rigorosa aplicação. Marcar um encontro com Suzy e se atrasar é desrespeito. Quanto à memória, todo mundo a procura quando deseja algum telefone ou endereço.
Espirituosa, nunca ligou para a brincadeira repetida dos amigos. Eles diziam que seria perigoso se casar com seu então namorado Paulo César Grande . Ela teria que assinar Suzy Rêgo…Grande.

. Os seios de Fafá de Belém já lhe deram problemas. Fãs querendo apalpá-los levaram muitas bolachas. Esses seios ficaram tão famosos (sem uma gota de silicone, a moda atual) que o Morro Dois Irmãos, em Fernando de Noronha, já “perdeu sua identidade” e foi apelidado de Fafá, pois tem a forma de dois seios.

Morro Dois Irmãos, em Fernando de Noronha (Foto: Divulgação)

 

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Seis historinhas de Jô Soares, que completa 80 anos hoje!

(Foto: Divulgação)

 

. Jô Soares nasceu no Rio de Janeiro em 1938. Seu pai era corretor de seguros e sua mãe dona de casa. Estudou na Suíça dos 12 aos 17 anos e, durante algum tempo, chegou a morar no ilustre hotel Copacabana Palace, no Rio.

. Antes da fama, Jô foi vendedor de passagens aéreas em uma agência de turismo.

. Mais tarde, quando já trabalhava como humorista, chegou a atuar ao lado do cantor Roberto Carlos numa versão da história “Os Três Porquinhos”. O ano era 1969, a produção foi feita pela Record e Jô viveu um dos bichinhos (Manuel da Nóbrega e Pagano Sobrinho eram os outros), enquanto Roberto assumiu o papel de Lobo Mau.

 

 

. Frequentador de sebos, sempre em busca de raridades, Jô Soares uma vez deparou-se com um livro de sua própria autoria. Até aí tudo bem, não estivesse o livro com sua dedicatória e assinatura para um querido amigo. Jô comprou o exemplar e mandou-o de volta ao amigo, que por sua vez se evaporou com receio de ter que dar explicações.
Jô confima tudo, menos o fato de ter mandado devolver. Afirma que o guardou em suas estantes para não humilhar o amigo.

. Dona Mercedes, mãe de Jô, morreu atropelada no Rio quando ele tinha 30 anos.
Dez anos mais tarde, o apresentador vai tomar um táxi no aeroporto e, no trajeto, percebeu o motorista chorando. Diminuíram a marcha e pararam. O taxista disse que havia sido ele que atropelara dona Mercedes e que não conseguia dormir fazia uma década, precisava do perdão de Jô.
Claro que Jô o perdoou, até porque ele não tivera nenhuma culpa no acidente.

. Jô Soares liquidou assim a indagação de um repórter:
-Prá você, Jô, quem é bom de cama?
-O meu marceneiro.

 

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Watusi, a brasileira que brilhou no Moulin Rouge de Paris, volta aos palcos

(Foto: Divulgação)

 

A cantora Watusi, que por anos foi considerada a vedete mais bem paga da Europa e a principal estrela do Moulin Rouge, em Paris, retorna aos palcos brasileiros com o show “Watusi – A Nova Era musical”. A primeira apresentação acontece nesta segunda-feira (15), no Theatro Net Rio. A direção e a produção do espetáculo estão sob responsabilidade de Rodrigo Zampronni.

Aliás, a parceria de Watusi e Zampronni vai muito além da performance na noite de hoje, que será o pontapé inicial para uma série de novidades. A primeira é um musical, que vai relembrar a vida da cantora e dançarina, suas parcerias nos palcos e fora dele. Inspirado no livro que a própria artista está escrevendo sobre sua história, o diretor está em ritmo de criação do roteiro teatral e de um documentário que contará a trajetória de Watusi até seu momento atual. Mais: estão concluindo as negociações com gravadoras para a produção de um novo CD e DVD e selecionando material para uma exposição que acompanhará a cantora por suas turnês nos palcos brasileiros.

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Watusi foi considerada a vedete mais bem paga da Europa e a principal estrela do Moulin Rouge, em Paris (Fotos: Divulgação e Arquivo Blog)

 

Bisbilhotices: foi por conta de Watusi que Robert De Niro veio (escondido) várias vezes ao Brasil. Aos fatos:

A caminho da esteira das malas, no aeroporto do Galeão (RJ), Robert de Niro estanca como que hipnotizado diante de um poster do Scala. Nele estava estampada uma foto de Watusi num insinuante traje dourado, como os que ela usou durante anos na qualidade de estrela do Moulin Rouge de Paris. A brasileira andava agora arrancando suspiros nas sessões de Chico Recarey, na casa de shows carioca.

De Niro não acreditava. Estava ali naquele poster o seu tipo físico ideal, modelo de mulher, aquela que se corre atrás a vida inteira nem que seja só no imaginário, confidenciou mais tarde o ator aos mais chegados.
Não perdeu um segundo. Ligou para o amigo Neville de Almeida e implorou para que fosse apresentado a Watusi. Não era nenhum ônus para Neville, afinal ser amigo de Robert De Niro exige certos sacrifícios. E lá foram eles rumo ao camarim de Watusi, Mauricio Sherman estava junto:

-Let me introduce you to… (Neville não conseguiu terminar)
-It’s pleasure to meet you, my name is Robert de Niro, adiantou-se o ator boquiaberto diante daquele mulherão
– Ohhh!- se desmancha Watusi- Nice to meet you. It´s really nice have you with us

No aperto de mãos – relembra a própria Watusi – , rolou eletricidade pura. E não deu outra, pouco tempo depois estavam apaixonados. Ele acabou vindo ao Brasil, incógnito, muitas vezes, exclusivamente para estar com ela. Algumas vezes foi descoberto e dava desculpas de estar em férias. A mulata, por sua vez, ia a Nova York e ficava no apartamento dele. Um romance incandescente que durou dois anos.

Watusi poderia ter sido esperta e interesseira, aproveitando-se da situação para ganhar, no mínimo, notoriedade internacional. Ou dinheiro. Bastava ter engravidado, mas sua relação com Bob (assim ela o chamava carinhosamente) era sincera.


Bisbilhotices: Costanza Pascolato, Luiza Brunet e Maurício de Sousa antes da fama

(Fotos: Divulgação)

 

. Todas as empregadas domésticas de Luiza Brunet que chamuscam qualquer roupa, sem querer, com o ferro de passar, não recebem bronca, mas um sorriso da doce Luiza, acompanhado de um imediato perdão. É que Brunet também foi doméstica quando chegou ao Rio, deixando para trás sua vida modesta em Itaporã, Mato Grosso do Sul, onde morava numa casinha de palafita.
Ela também queimou muitas camisas do patrão. Costumava escondê-las e ele nem percebia.
Há alguns anos reencontrou o antigo patrão, já na qualidade de deusa, e contou-lhe a história. Foi um encontro emocionado.

. Nem sempre foram flores no caminho de Costanza Pascolatto. Como refugiada na Europa passou fome e frio. Sua família era ligada a Mussolini e quando o fascismo acabou na Itália, os Pascolatto tiveram que fugir, mas foram descobertos na fronteira com a Suíça e levados a um campo de prisioneiros onde passaram maus bocados. Conseguiram se livrar e, na primeira oportunidade, tomaram o rumo da América do Sul com destino à Argentina. O Brasil era escala da viagem, o suficiente para que se apaixonassem. Fincaram raízes e fizeram história.

. O cartunista Mauricio de Sousa queria ser cantor. Varou uma porção de programas de auditório e quase chegou a ser profissional. Só desistiu mesmo depois de derrapar solenemente durante uma apresentação numa emissora de rádio. Se não fosse por essa, teríamos ficado sem Mônica e sua Turma.

 

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Bisbilhotices: Ney Latorraca, o pioneiro

(Foto: Divulgação)

 

O primeiro ator a posar nu para uma publicação no Brasil foi Ney Latorraca. Saiu na revista Contigo e, apesar da foto ter sido comportada e nada explícita, Ney foi bombardeado por críticas. É que o ano era 1987 e homem nú, só o do Fernando Sabino.

Décadas mais tarde, com a chegada de revistas como G Magazine e tantas outras, virou lugar comum atores posarem sem roupa. Latorraca observa:

-Muitos que falaram mal de mim, estão agora aí peladões, de cara limpa. Duro foi ser o primeiro.

Outra nudez divertida que Latorraca evoca é o da peça “Hair“, onde a ordem de entrada em palco não era pelo talento, mas pelo tamanho do pênis. Antonio Pitanga era o primeiro da fila, em seguida vinham Ricardo Petraglia, Nuno Leal Maia, Antonio Fagundes, Denis Carvalho, Carlos Alberto Riccelli. Ney vinha na quinta fila. Depois dele, só os músicos.

Por Amaury Jr.

 

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Antônio Fagundes, Luiza Brunet, João Doria: Cada um com sua mania

Em sentido horário: Antônio Fagundes, Luiza Brunet, Emerson Fittipaldi e Giovanna Ewbank (Fotos: Divulgação e Reprodução Instagram)

 

Existem incontáveis tipos de manias – das mais simples às exóticas. Entende-se por mania a prática repetitiva, o costume esquisito, a preocupação excessiva, peculiar ou excêntrica em relação a algum gosto ou predileção.

Isto posto, listamos abaixo algumas manias de famosos pesquisadas e apuradas por Amaury Jr. em suas leituras ou recolhidas durante suas entrevistas nesses mais de 35 anos de carreira:

. Explicação não há, mas Antônio Fagundes teve uma fase em que só usava cuecas vermelhas. Ouviu de Ney Latorraca que usar roupa íntima na cor vermelha dava a maior sorte e entrou nessa. Durou seis anos a fase de cuecas vermelhas, depois passou.

Mario Covas, já falecido, só usava meias e sapatos pretos; o ex-presidente José Sarney é hipocondríaco; o atual prefeito de SP, João Doria, tem mania de perfeccionismo (Fotos: Reprodução e Divulgação)

 

. Mário Covas, quando foi prefeito de São Paulo, só usava sapatos e meias pretas, combinasse ou não com a roupa. E detestava comemorar aniversários, especialmente o seu.

. O ex-presidente José Sarney é hipocondríaco assumido. Quando viaja ao exterior gosta de fazer tours pelas farmácias em busca de novidades. “Afinal, um homem vive em busca de remédios. Para os da alma, recorre aos santos”, escreveu num de seus livros.

. Já o atual prefeito de São Paulo, João Doria, padece com seu perfeccionismo. Só consegue viver se tudo estiver milimetricamente no lugar, numa espécie de oferenda aos deuses da simetria.

. Campeão de automobilismo, Emerson Fittipaldi carregava seu capacete numa bolsa de mão toda vez que ia embarcar no aeroporto. Justificava que manter o capacete no colo atenuava o tremendo medo de voar. Inconscientemente sentia-se protegido como se estivesse no cockpit de seu carro. Depois, para se livrar do medo de avião, inoculou em si o próprio veneno: foi aprender a pilotar. Tirou brevê e livrou-se do capacete.

. Já Pelé é de causar inveja em vôo. Dorme instantaneamente, como se o seu sistema neurológico estivesse conectado aos comandos da aeronave. Vale lembrar que, para alguns famosos, avião é a pior coisa do mundo. E são obrigados a enfrentá-lo pelos seus compromissos.

. Luiza Brunet, por exemplo, sofre de acrofobia quando tem que tomar avião. E vai rezando o percurso inteiro, nem que seja uma viagem internacional.

. A atriz Giovanna Ewbank também tem suas manias. Uma delas é na hora de vestir ou comprar um sapato: “Eu calço sempre o sapato do pé direito antes do pé esquerdo. Se a pessoa na loja me traz o sapato esquerdo para provar eu falo ‘ai, será que você pode me dar o outro pé?’”.

O cantor Thiagfuinho não gosta de números ímpares nem no volume da TV (Foto: Divulgação)

 

. Já o cantor Thiaguinho não assiste TV no volume ímpar. Vai entender…