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Blog do Amaury Jr.

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Bitcoin Pizza Day: por que 22 de maio é um marco no mundo das criptomoedas

Da Redação

21/05/2019 18h41

Pizzas: o Grupo Bitcoin Banco arma ações para comemorar o "Bitcoin Pizza Day"

 

Na quarta-feira (22), os fãs de pizza poderão se surpreender quando receber em casa seus pedidos: o Grupo Bitcoin Banco, sediado em Curitiba e com agências físicas no Paraná e em São Paulo, fechou uma parceria com pizzarias para entregar três mil delas em caixas especiais em comemoração ao dia mais famoso do mundo das criptomoedas, dia 22 de maio.

Por que, afinal, 22 de maio é importante para criptomoeda? Em 2010, exatamente nesta data, ocorreu a primeira troca direta de criptomoedas por um produto físico: o marco histórico, conhecido como o "Bitcoin Pizza Day", aconteceu nos Estados Unidos, quando o programador Laszlo Hanyecz adquiriu duas pizzas por 10 mil Bitcoins, o  equivalente hoje a cerca de R$ 319 milhões. "O Bitcoin Pizza Day é uma data importante porque conseguimos ver a evolução da criptomoeda e do mercado. Os valores movimentados com Bitcoin aumentaram exponencialmente e iniciativas surgiram, como o lançamento da primeira loja física de criptomoedas do Brasil, o Bitcoin Banco", define Heloísa Ceni, vice-presidente da holding controladora do Grupo Bitcoin Banco, proprietário das duas maiores corretoras de criptomoedas do Brasil, NegocieCoins e TemBTC. Na sede do grupo, na capital paranaense, os funcionários amanhã terão à disposição pizzas nos andares do prédio para comemorar a data. 

A explosão dos Bitcoins

Quando Hanyecz comprou as pizzas, há nove anos, uma unidade do Bitcoin era equivalente a US$ 0,0041. Nem no melhor dos sonhos ele poderia imaginar que as pizzas que custaram o equivalente a US$ 41 na época valeriam mais de US$ 80,1 milhões em 2019. A disparada do preço do Bitcoin surpreendeu o mercado financeiro. Em maio de 2019, a moeda virtual bateu recorde de valorização superando a marca de US$ 8 mil. Desde abril de 2019, o Brasil lidera o ranking mundial de volume de negociação entre Bitcoins e reais, de acordo com dados do Coin Market Cap.

Mais de 90% de toda a negociação de Bitcoins no país é realizada pela exchange brasileira NegocieCoins, pertencente ao Grupo Bitcoin Banco. Apenas em 24 horas, entre 14 e 15 de maio, o volume bateu a marca de mais de US$2,4 bilhões, cerca de R$ 9,5 bilhões. O volume de negociação da corretora disparou desde a implantação da FortKnox, plataforma de segurança que permite a transferência de fundos em reais diretamente entre as exchanges do Grupo Bitcoin Banco, sem depender do sistema bancário tradicional. Isso propiciou a realização de operações 24 horas por dia e sem o pagamento de TED, a taxa de transferência bancária. A possibilidade, algo inédito no Brasil, atraiu novos investidores e traders para as exchanges: diariamente, cerca de 600 pessoas se cadastram nas corretoras do grupo.

Além de pizza

Hanyecz foi pioneiro em um mundo que apenas recentemente começou a aceitar as criptomoedas como meio de pagamento de maneira extensiva. Em 2010, certamente poucos teriam a sorte de conseguir comprar uma pizza com Bitcoin, mas hoje é possível utilizar a criptomoeda para negociar milhares de bens e serviços. Na Get4Bit, e-commerce do Grupo Bitcoin Banco, por exemplo, é possível obter itens como camisetas, canecas e artigos para pets com Bitcoins. "Novos meios de pagamento têm sido aceitos com muito menos resistência nos dias atuais do que o cartão de crédito foi no século passado. E, por conta de sua tecnologia e segurança, o Bitcoin tem predicados de sobra para assumir o posto de meio de pagamento mais utilizado um dia", avalia Adriano Gomes, economista e supervisor de marketing do Grupo Bitcoin Banco. No mapa interativo CoinMap, é possível conferir milhares de estabelecimentos que já trabalham com meios de pagamento descentralizados ao redor do mundo. Em Curitiba, há opções como loja de vinho, despachante e até ateliê de costura que aceitam criptomoedas.

Sobre os autores

Amaury Jr.

É jornalista e apresentador de TV. É o mais conhecido colunista social do Brasil e considerado o criador do colunismo social eletrônico no país, onde mantém um programa de TV há 39 anos ininterruptos.

Bruno Meyer

Começou no jornalismo pela revista Veja. Foi repórter de cultura e titular da coluna Gente, espaço focado na cobertura de personalidades no Brasil e mundo. É autor do livro "A Vida É uma Festa" e editor deste blog.

E-mail: bruno@amauryjr.com.br

Sobre o blog

Notícias, bastidores e informações exclusivas sobre quem é assunto no showbiz, na cultura, na política, nos negócios e em todas as rodas sociais.

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