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Blog do Amaury Jr.

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Que Delícia de Paris: o Bistrot e a "bistromania"

Da Redação

13/08/2019 12h10

 

Agora que você já conhece a origem dos restaurantes, podemos entender melhor uma de suas mais interessantes modalidades: o Bistrô!

Assim como as dicas anteriores, estas aqui também se baseiam principalmente em meu recente livro "Viagem Gastronômica a Paris", o qual poderá ser adquirido aqui com desconto super especial para seguidores do Amaury (veja abaixo). 

Bistrô, ou melhor Bistrot, sem o acento que assim é em francês. Nós temos o costume de achar que qualquer restaurante pequeno é um bistrô, o que em parte é verdade, mas o que o caracteriza mesmo é uma certa informalidade com uma pretensa rapidez. 

Essa palavra, Bistrot, segundo a lenda, vem da palavra russa "rápido, rápido" e teria origem no exército russo estacionado em Paris (cerca de 1814), cujos soldados entravam nos cafés e tavernas da época e pediam para comer rápido. Outra versão diz serem esses estabelecimentos a evolução de pequenos comércios de lenha, carvão e vinhos, oriundos de Auvergine – região central da França – ou seja, uma espécie de mercearia onde um cliente poderia comer (rápido?) uma comidinha regional tipo caseira.

Por isso, bistrot seria tipo o fast-food da época, bem mais simples e barato que um restaurante. Mas ocorre que isso é na França, e em Paris até o barato é chic, clássico e leva um tempo comer…

Temos de entender que para um francês o ato de comer é uma cerimônia, um tempo longo e cheio de passos quase teatrais, advindos da tradição palaciana em que nobres tinham todo tempo do mundo e os chefs adoravam ser "os atores". Quem assistiu o filme "Vatel – Um cozinheiro para um Rei", com o ator Gérard Depardieu sabe do que falo (assista se ainda não viu, é fundamental!). Assim, qualquer restaurante pequeno nasce querendo ser apreciado pela nobreza, naturalmente a nobreza francesa. Isso talvez explique porque existe uma lenda de uma certa plaquinha para turistas: "O cliente tem sempre razão! Exceto em Paris…"

Existem hoje em Paris centenas de  bistrôs (ou bistrots) e pelo menos uns 30 nascidos no século XIX (a partir de 1.800); e, desses, todos valem a pena. Como não é possível ir a todos, nossa listinha do guia inclui  os principais, mais antigos ou mais bonitos (pela decoração já vale a pena), mas também incluímos alguns recentes, porque a tendência de "bistromania" pegou forte, até para o parisiense, pois em geral é mais barato e jovens chefs aparecem muito na mídia com eles.

Um Bistrô pode ser mais interessante para um almoço; se você for turista iniciante em Paris vai enlouquecer querendo conciliar visitas, compras e gastronomia; assim, durante o dia melhor seria um bom Bistrô e às vezes eles estão dentro de Museus ou Magazines ou muito próximos.  

Em geral, no Brasil, fazemos um pouco de bico para programar comer no lugar do local visitado. Mude sua cabeça, pois Paris é 100% ótima de achar bons lugares nos próprios Museus, Parques e Magazines (a palavra Shopping lá é coisa de americano e não pega bem).

 Como disse, separar bem a diferença entre Bistrot, Restaurante antigo pequeno e Café Restaurante é algo difícil, para nós brasileiros, então fica a dica de serem eles locais mais fáceis de ir sem reserva, ao menos no almoço, e serem em geral de muito charme pelo ambiente (muitos com mais de 100 anos) ou serem geridos por jovens chefs dessa geração "bistrotmanie".

Em síntese, a bistronomia, conceito nascido nos anos 1990 com a contração de "bistrô" e "gastronomia" para designar os restaurantes com pequenos preços (menus em torno de €30), equipe pequena, locais pequenos, ambiente descontraído e cozinha inventiva, evoluiu! Lugar das joias da bistronomia. Seu sucesso? Menu personalizado, serviço simpático, menu escrito na lousa, paredes decoradas, seleção de jovens talentos e, em geral, influências francesas e asiáticas misturam-se no prato. 

A bistronomia tem gosto; permitam-me sugerir meus preferidos: o Bistrot D"Cotê, pela culinária regional do Chef Michel Rostang; o Bistro Je Thé…Me, que fica em uma antiga farmácia do sec. XIX e é minúsculo; o Le Comptoir, famoso pela culinária moderna; também o Les Bouquinistes é imperdível, está muito perto do Sena e da Igreja de Notre Dame. 

Seguem outros bistrôs visitados que comentei no "Viagem Gastronômica a Paris":

  • Aux Lyonnais – 32, Rue Saint-Marc – www.auxlyonnais.com
  • Bouillon Racine – 3, Rue Racine – www.bouillon-racine.com
  • 114 FAUBOURG – 114, Rue du Faubourg Saint-Honoré – www.lebristolparis.com/fr
  • Café de Flore – 172, Boulevard Saint-Germain, 75006 – www.deflore.fr
  • Café Marly – Cour Napoléon – 93, Rue de Rivoli – www.beaumarly.com/en
  • Café Le Zimmer – 1, Place du Chatelet – www.lezimmer.com
  • Chez Georges – 273, Boulevard Pereire – www.restaurantsparisiens.com
  • Chez L'Ami Jean – 27, Rue Malar – www.lamijean.fr
  • Hugo Desnoyer –  28, Rue du Docteur-Blanche www.regalez-vous.com
  • Je Thé…Me – 4 Rue d'Alleray – www.jetheme-terroir.blogspot.com.br
  • La Bonne Franquette – 18, Rue Saint-Rustique – www.labonnefranquette.com 
  • La Coupole – 102, Bd du Montparnasse – www.lacoupole-paris.com/fr 
  • La Fermette Marbeuf –  5 Rue Marbeuf – www.lermettemarbeuf.com
  • Le Bistrot d'à Côté – 10, Rue Gustave Flaubert – www.bistrotflaubert.com
  • Le Comptoir – 6, Carrefour de l'Odéon – www.hotel-paris-relais-saint-germain.com 
  • Le Chardenoux – 1, Rue Jules Vallès – www.restaurantlechardenoux.com
  • Le Gastroquet – 10, Rue Desnouettes – www.gastroquet.com
  • Le Grand Bistro Ferdinand – 275, Boulevard Pereire – www.legrandbistro.fr/fr 
  • Le Grand Colbert – 2,  Rue Vivienne – www.legrandcolbert.fr
  • Le Petit Zinc – 11, Rue Saint-Benoit –  www.petit-zinc.com
  • Le Train Bleu – Place Louis Armand – Gare de Lyon – www.le-train-bleu.com/fr
  • Les Deux Magots – 6, Place Saint-Germain des Prés –www.lesdeuxmagots.fr/fr/ambiances.php 
  • Les Éditeurs – 4 Carrefour de l'Odéon – www.lesediteurs.fr
  • Monsieur Bleu – 20 Avenue de New York- monsieurbleu.com

E para complementar, seguem outros bistrots também interessantes, em uma lista fornecida pelo departamento de imprensa de Paris:

  • À Mere 49 rue de l'Échiquier,  Metrô Bonne Nouvelle,  +33 (0)1 73 20 24 52 
  • Achille, 43 rue Servan, Paris 11o – Metrô Rue Saint-Maur,+33 (0)1 48 06 54 59
  • Bistrot Papillon, 6 rue Papillon, Paris 9o – Metrô Cadet, +33 (0)1 47 70 90 03 
  • Café de Mars, 11 rue Augereau, Paris 7o – Metrô École-Militaire, +33 (0)1 45 50 10 90
  • Capucine, 159 rue du Faubourg Saint-Antoine, Paris 11o – Metrô Ledru-Rollin, +33 (0)1 43 46 10 14 
  • Carpe Diem, 21 rue des Halles, Paris 1o – Metrô Les Halles, +33 (0)1 42 21 02 01 
  • Cézembre ,17 rue Grégoire de Tours, Paris 6 o – Metrô Saint-Germain-des-Prés, +33 (0)1 42 38 25 08 
  • Chez Marcel, 7 rue Stanislas, Paris 6 o – Metrô Montparnasse, +33 (0)1 45 48 29 94 
  • Coretta, 151 bis rue Cardinet, Paris 17 o – Metrô Brochant, +33 (0)1 42 26 55 55
  • Fulgurances, l'Adresse, 10 rue Alexandre-Dumas, Paris 11o – Metrô Rue des Boulets, +33 (0)1 43 48 14 59
  • Grand Central, 5 rue Curial, Paris 19 o – Metrô Riquet, +33 (0)9 51 22 76 44 
  • Grand Cœur, 41 rue du Temple, Paris 4 o – Metrô Rambuteau,  +33 (0)1 58 28 18 90 
  • Jaïs, 3 rue Surcouf, Paris 7 o – Metrô Invalides, +33 (0)1 45 51 98 16
  • L'Accolade, 208 rue de la Croix Nivert, Paris 15 o – Metrô Boucicot, +33 (0)1 45 57 73 20
  • L'Arcane, 39 rue Lamarck, Paris 18 o – Metrô Lamarck-Caulaincourt, +33 (0)1 46 06 86 00
  • L'Atelier Ramey, 23 rue Ramey, Paris 18o – Metrô Château Rouge, +33 (0)1 42 51 04 78 
  • L'Avant-Goût, 26 rue Bobillot, Paris 13o – Metrô Corvisart, +33 (0)1 53 80 24 00 
  • La Causerie, 31 rue Vital, Paris 16o – Metrô Passy, +33 (0)1 45 20 33 00
  • La Gentiane, 4 rue Stanislas, Paris 6 o – Metrô Saint-Placide, +33 (0)1 45 48 11 39
  • La Maison Bleue, 7 place Franz Liszt, Paris 10o – Metrô Gare de l'Est,  +33 (0)1 44 65 01 80 
  • La Régalade, 49 avenue Jean Moulin, Paris 14o – Metrô Porte de Vanves, +33 (0)1 45 45 68 58
  • Le 6 Paul Bert, 6 rue Paul Bert, Paris 11o – Metrô Faidherbe-Chaligny, +33 (0)1 43 79 14 32
  • Le 975, 25 rue Guy – Môquet, Paris 17 o – Metrô Guy Môquet, +33 (0)9 53 75 67 71
  • Le Hibou, 16 Carrefour de l'Odéon, Paris 6 o – Metrô Odéon, +33 (0)1 43 54 96 91 
  • Le Jones, 43 Godefroy Cavaignac, Paris 11o – Metrô Bastille 
  • Le Mordant, 61 rue de Chabrol, Paris 10o – Metrô Poissonnière, +33 (0)9 83 40 60 04 
  • Le Servan, 32 rue Saint-Maur, Paris 11o – Metrô Père Lachaise, +33 (0)1 55 28 51 82
  • Le Sinople,  4 bis rue Saint-Sauveur, Paris 2 o – Metrô Réaumur-Sébastopol, +33 (0)1 40 26 69 66 
  • Les Déserteurs ,46 rue Trousseau, Paris 11o – Metrô Ledru-Rollin, +33 (0)1 48 06 95 85
  • Les Fauves, 33 Boulevard Edgar Quinet, Paris 14 o – Metrô Montparnasse, +33 (0)1 72 38 58 92
  • Les Jalles, 14 rue des Capucines, Paris 2o – Metrô Opéra, + 33 (0)1 42 61 66 71
  • Les Trois Garçons, 165 rue de Javel, Paris 15 o – Metrô Félix Faure, +33 (0)1 40 60 14 35 
  • Maison David, 6 rue des Écouffes, Paris 4o – Metrô Saint-Paul, +33 (0)1 42 78 15 76
  • Mamagoto, 5 rue des petits Hôtels, Paris 10o – Metrô Gare de l'Est Métropolitain 8 rue de Jouy, Paris 4o – Metrô Saint-Paul, 33 (0)9 81 20 37 38
  • Naturellement Cave 33 bis rue Mademoiselle, Paris 15o – Metrô Commerce, +33 (0)1 73 73 23 69 
  • Neva Cuisine, 2 rue de Berne, Paris 8º – Metrô Europe, +33 (0)1 45 22 18 91
  • Noun, 41 rue du Ruisseau, Paris 18o – Metrô Jules Joffrin ,+33 (0)9 83 50 67 50
  • Nous, 4-3 rue Beccaria, Paris 12o – Metrô Reuilly-Diderot, +33 (0)1 75 57 77 48
  • Pacchio, 75 rue de Rochechouart, Paris 9o – Metrô Anvers,  +33 (0)1 40 36 06 22
  • Pierre Sang on Gambey, 6 rue Gambey, Paris 11o – Metrô Parmentier, +33 (0)9 67 31 96 80
  • Salt 6 rue Rochebrune, Paris 11o – Metrô Saint-Ambroise, +33 (0)1 73 71 56 98
  • Sequana 72 Quai des Orfèvres, Paris 1o – Metrô Pont Neuf, +33 (0)1 43 29 78 81
  • Sourire 15 rue de la Santé, Paris 13o – Metrô Place d'Italie, +33 (0)1 47 07 07 45 
  • Tannat 119 avenue Parmentier, Paris 11o – Metrô Goncourt, +33 (0)9 53 86 38 61 
  • Tempero 5, rue Clisson, Paris 13o – Metrô Chevaleret, +33 (0)9 54 17 48 88
  • Zébulon, 10 rue de Richelieu, Paris 1o – Metrô Palais-Royal-Musée du Louvre, +33 (0)1 42 36 49 44

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Sobre os autores

Amaury Jr.

É jornalista e apresentador de TV. É o mais conhecido colunista social do Brasil e considerado o criador do colunismo social eletrônico no país, onde mantém um programa de TV há 39 anos ininterruptos.

Bruno Meyer

Começou no jornalismo pela revista Veja. Foi repórter de cultura e titular da coluna Gente, espaço focado na cobertura de personalidades no Brasil e mundo. É autor do livro "A Vida É uma Festa" e editor deste blog.

E-mail: bruno@amauryjr.com.br

Sobre o blog

Notícias, bastidores e informações exclusivas sobre quem é assunto no showbiz, na cultura, na política, nos negócios e em todas as rodas sociais.

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