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Blog do Amaury Jr

Categoria : TV


Giovanna Lancellotti faz balanço de Rochelle em ‘Segundo Sol’

Por Bruno Meier

Lancelloti sobre o trabalho em “Segundo Sol”: “Foi muito transformador, principalmente porque (a doença da síndrome) nada disso estava programado” | Créditos: Manuela Scarpa/Brazil News

 

 

Antes de encarnar a patricinha e blogueira Rochelle de Segundo Sol, Giovanna Lancellotti foi avisada pelo autor João Emanuel Carneiro: sua missão seria cabeluda. “Ele deixou claro que Rochelle era uma diabinha”, diz a atriz. Tendo como arma uma franja que acentua seu olhar de monstrinha mimada, Giovanna pagou para ver — e agora colhe os louros. Com sua crueldade fútil e incorreção social, Rochelle foi daquelas personagens secundárias que emergem para ombrear com medalhões — como Adriana Esteves e sua Laureta.

Aos 25 anos, e acostumada a viver personagens simpáticas em quatro novelas anteriores, Giovanna sabe que, ao menos até agora, Rochelle é o personagem de sua carreira. “Quando olho para trás, e nem é tão atrás, me sinto honrada. Vou morrer de saudade”, diz a atriz em entrevista ao blog do Amaury Jr. 

Sua personagem viveu uma explosiva transformação, como bem disse a atriz, durante os seis meses de novela. Logo no primeiro capítulo, Rochelle matou o peixinho de aquário da irmã adotiva Manu (Luisa Arraes), com quem vivia às turras. E a personagem só piorou. Incriminou uma empregada para encobrir que furtara um anel, escondeu drogas no quarto de Manu e escancarou o racismo quando a irmã descobriu que ela arrastara a asa para seu namorado: “Você acha que eu ia ficar com um negro?”.

 

Giovanna Lancelloti em evento em São Paulo na terça-feira 6: “Vou morrer de saudades da Rochelle” | Créditos: Manuela Scarpa/Brazil News

 

 

Em nova fase de decadência da família, Rochelle não se cansou de humilhar a mãe e o pai. Ao descobrir as malas de dinheiro sujo de Severo, foi chantagear o avô. Até que, nas mãos do autor João Emanuel, surgiu o diagnóstico da síndrome de Guillain-Barré: “Foi muito transformador, principalmente porque nada disso estava programado – o lance da síndrome veio pela repercussão do público. Isso me deixa mais feliz. Independente das maldades da Rochelle, ela sempre foi muito verdadeira e as pessoas gostaram. Não que apoiassem as maldades dela. Foi muito lindo, para mim, como atriz. Visitei hospitais, centros de habilitação. Foi um mês pra isso. Com dieta, emagreci 4 quilos para nas cenas de hospitais ela estar bem frágil”, diz Giovanna.

Segundo Sol termina esta semana e já pode-se registrar duas marcas da novela. Uma é de ter transformado o horário nobre das 9 da noite num palco vibrante de um debate moral – com personagens que pouco faziam escolhas claras entre o bem e o mal. Que o dirá Rochelle! E segundo pelo talento e a vibrante interpretação de Giovanna Lancellotti.

 

Giovanna: “Independente das maldades da Rochelle, ela sempre foi muito verdadeira e as pessoas gostaram” | Foto: Reprodução Instagram

 


Gêmeas de Luciano Camargo sobem ao palco em show do pai

Isabella e Helena fazem a festa no palco (Foto: Ricardo Nunes)

 

 

As gêmeas Isabella e Helena, filhas mais novas do cantor Luciano Camargo, se apresentaram no show de Zezé Di Camargo & Luciano, na noite de domingo 8. A apresentação foi realizada numa casa de espetáculos no Rio.

Com vestidos clássicos, as meninas dançaram no palco e fizeram coração com as mãos para o público.

Isabella e Helena têm 8 anos e são filhas de Luciano com a atual mulher, a empresária Flávia Fonseca.

Luciano e Flávia chegaram ao Rio na sexta-feira 26 para se encontrar com Jair Bolsonaro, em sua casa, na Barra da Tijuca. As filhas também estiveram no encontro.

 

As gêmeas dividiram os vocais com a dupla (Foto: Ricardo Nunes)

 

Isabella e Helena com o pai, o sertanejo Luciano Camargo (Foto: Ricardo Nunes)

 

Isabella e Helena (Foto: Ricardo Nunes)


Patrícia Abravanel admite pedir para cortar trechos de Silvio Santos na TV. “Meu pai não precisa disso”

 

 

Aos 41 anos e grávida do terceiro filho, Patrícia Abravanel admitiu que o pai, Silvio Santos, exagera nas brincadeiras e nos comentários que faz em seu programa que comanda nos domingo no SBT. “Acho que ele tá falando demais, tudo o que ele quer e um pouco mais”, disse Patrícia ao apresentador Amaury Jr., na edição de ontem do programa da Band.

Leia mais:

A filha número 4 de Silvio Santos contou ainda que pede para o diretor do programa para cortar trechos do programa, quando ela acha que o pai “passa dos limites. “Às vezes, eu saio e passo mensagem para o Fabiano (Fabiano Wicher, diretor do Programa Silvio Santos) tirar aquilo. É muito solto, é muita besteira que falamos. Tem coisas que não pega bem para ele. Às vezes, ele faz pergunta de sexo, pesado. Acho que não precisa disso”, disse.

Assista o trecho:

 


Raul Gil relembra episódio com Márcio Garcia na Record: “Me tiraram do ar porque eu ganhava muito”

Foto: Reprodução

 

Questionado se levou muita rasteira durante a carreira, Raul Gil relembrou apenas um episódio quando estava aos sábado à tarde na Record. Durante entrevista ao programa A Tarde É Sua, nesta quinta-feira, ele, sem citar nomes, diz que um então diretor recém-chegado da emissora achava que seu salário era muito alto, mesmo sendo uma das principais audiências da casa. Tal diretor, então, sugeriu a entrada no horário do apresentador Márcio Garcia, e o programa O Melhor do Brasil, para ficar no lugar de seu tradicional Programa Raul Gil. “Colocaram o Márcio ganhando um décimo do que eu ganhava”, disse Raul que fez questão de elogiar o trabalho de Garcia.

Essa, diz ele, foi o principal motivo para sua saída da Record e a ida para Bandeirantes, nessa época.

Tempos depois, o dito diretor se mudou para Band. Teve vingança? Raul respondeu:

“Ao Senhor Deus, a vingança pertence”.


Prêmio Multishow: quem passou e quem se destacou no tapete vermelho

Anitta beija o músico Leandro, do grupo Atitude 67 | Crédito: Brazil News

Crédito: Brazil News

Crédito: Brazil News

Crédito: Brazil News

 

 

Em sua 25a. edição, o Prêmio Multishow fez um esforço nos bastidores nos últimos meses para ter Anitta na apresentação. Não só conseguiu, como ela foi dona do principal holofote da noite, quando ganhou um beijão na boca de um músico do grupo Atitude 67, comemorando sua recente solteirice ao vivo no palco do prêmio. Além do momento beijoqueiro, ela saiu de lá com duas estatuetas: prêmios de canção chiclete e melhor clipe por “Vai Malandra”.

No tapete vermelho, uma multidão de celebridades e personalidades passaram na noite de terça na Jeneusse Arena, na Barra da Tijuca, no Rio. O evento foi transmitido pelo canal pago Multishow. Confira com a gente.

 

 

Anitta | Crédito: Brazil News

Crédito: Brazil News

 

Pabblo Vittar | Crédito: Brazil News

 

 

Pabblo Vittar | Crédito: Brazil News

 

Kevinho | Crédito: Brazil News

Daniel | Crédito: Brazil News

 

Carla Perez e Xandy | Crédito: Brazil News

 

Felipe Andreoli e Rafa Brites | Crédito: Brazil News

 

Roberto Guilherme, o Sargento Pincel do Didi | Crédito: Brazil News

 

Zezé di Camargo e Graciele Lacerda | Crédito: Brazil News

 

Zezé e Graciele Lacerda: beijão | Crédito: Brazil News

 

A cara da mãe: Giulia Costa, filha de Flavia Alessandra e Marcos Paulo | Crédito: Brazil News

 

Nego do Boreu | Crédito: Brazil News

 

Mariano e Carla Prata | Crédito: Brazil News

Luis Lobianco | Crédito: Brazil News

Crédito: Brazil News


Leo Dias volta ao ar no “Fofocalizando” sem falar em reabilitação

 

Léo Dias voltou. Logo nos primeiros minutos do Fofocalizando nesta segunda-feira, sua imagem estava ao fundo ao vivo direto dos estúdios do SBT, no Rio de Janeiro. Décio Piccini fez a abertura e logo cumprimentou o repórter: “Muito boa tarde. Boa tarde, Leão, boa tarde, Lívia, boa tarde, Décio, boa tarde, Cartolano. Muitas saudades. Estou de volta. Tem muita coisa boa aqui”, falou Léo assim que começou.

Em seguida, recebeu flores da produção do programa no Rio. “Ai, que lindo”, retrucou.
“Você tá renovado e bonitão”, elogiou Livia Andrade. “Foi, na verdade, uma clínica de plástica que eu fui”, disse Léo.
No fim do programa, Lívia ainda falou que era muito bom ter o amigo no programa novamente e para ir em breve no sofá dos estúdios da emissora, em São Paulo. “Estarei em breve”, disse Léo.

 

Há uma semana, Leo se internou em uma clínica no interior de São Paulo para iniciar a luta contra o vício em cocaína. O vício começou na Austrália em 2001, quando morou no país. Ele se submeteu a uma terapia baseada na ibogaína, uma substância psicodélica que causa alucinações fortíssimas, mas tem eficiência no combate à dependência de cocaína, crack, álcool e maconha.

A edição de “despedida” de Leo Dias, na sexta-feira 14, foi a maior audiência da história do Fofocalizando, segundo dados do Ibope na Grande São Paulo: a atração bateu a Globo durante oito minutos e marcou 8,2 pontos de média nesta sexta-feira (14). No dia, antes de encerrar o programa, Dias começou a chorar e afirmou aos colegas do programa vespertino do SBT que “toda família tem uma ovelha negra”. “Eu não faço parte da família do SBT. Aqui todo mundo é tão certinho, mas toda família tem uma ovelha negra. Eu sou a ovelha negra”, afirmou.

No fim, disse: “Eu não posso viver uma vida de mentira, eu tenho que viver uma vida digna e de verdade. Peço que vocês rezem por mim. Eu vou ali e já volto”.


Kéfera revela ter dado o primeiro passo para conquistar o namorado: “Mandei mensagem privada e deu certo”

 

 

Prestes a estrear em Espelho da Vida, nova novela das 6 da Globo, Kéfera Buchhmann contou que deu o ponta pé para para conhecer o namorado. “Eu achei ele bonitinho e mandei mensagem privada na rede social. Ele respondeu, o papo fluiu e deu tudo certo. Foi engraçado porque ele não sabia quem eu era. Na hora pensei: ‘Não vou deixar esse gato passar’”, diz a curitibana.

Dj Eme (Foto:Reprodução Instagram)

Com seis meses de relacionamento, Kéfera namora o DJ Eme, dono do hit Deixa Ser.
Fenômeno na internet, a youtuber Kéfera Buchmann, de 25 anos, tem mais de 11 milhões de inscritos em seu canal, vendeu mais de 250 000 exemplares com seus dois títulos, mas sempre quis ser atriz. Conseguiu recentemente. Na próxima trama das 6, cuja estreia é na próxima segunda-feira,  Kéfera estreia com o pé na porta: será uma vilã, papel que muita global gabaritada ainda não fez e gostaria de fazer.

Isis Valverde se recusa a gravar vinheta de fim de ano da Globo

 

A tradicional vinheta de fim de ano da Globo – “Hoje é um novo dia …” – será gravada neste fim de semana com atores, apresentadores e jornalistas da emissora, todos reunidos no Projac, no Rio. Mas um nome do primeiro escalão de seu elenco não aparecerá na vinheta: a atriz Isis Valverde.

Convidada, ela disse não – e alegou motivos pessoais. Leia-se a gravidez de oito meses.


Leandro Karnal: “Minissaia nunca estuprou uma mulher”

Leandro Karnal para Amaury Jr: “A alegria do outro nos incomoda” (Foto: arquivo blog)

 

Violência, política, feminismo, morte, amor e comportamento narcisista nas redes sociais. São vários os assuntos que Leandro Karnal, o historiador e professor pop (e haja popularidade: só no Facebook, Karnal é seguido por 1,4 milhão de seguidores), falou ao apresentador Amaury Jr.

A entrevista completa vai ao ar hoje, às 23h30, na Band.

O blog destacou alguns trechos da conversa realizada no recém-adquirido apartamento de Karnal nos Jardins, em São Paulo:

 

O perigo das redes sociais

“Nós somos humanos e a alegria do outro nos incomoda. A  internet se transformou numa imensa vitrine de inveja coletiva, no qual eu sou levado a crer que todos levam vidas interessantes e a minha não é tão interessante assim”

Vaidade nas redes sociais 

“Do ponto de vista teórico psicanalítico, a gente pode pensar de duas formas. A primeira pode ser que as pessoas estejam muito narcisistas e por isso falam tanto de si. Mas posso também pensar que elas estão tão enfraquecidas no seu narciso que precisam que os outros digam se a vida delas é válida. Há a necessidade de reforço externo”

Felicidade

“Felicidade é comparação. É uma percepção de um momento. Nunca foi e nunca será um ato permanente”

A propaganda da felicidade permanente

“O que hoje é particularmente terrível é a propaganda da felicidade, porque ela tem que ser permanente. Então, você posta foto da sua família linda, das suas férias perfeitas, das suas refeições extraordinárias e esquece que você tem o dia-a-dia no quilo e que seu casamento tem altos e baixos. Então, vou acreditando que o sentido da vida é a propaganda permanente da felicidade e esqueço que a dor é o que dá sentido à felicidade. Ter perdido meu pai ano passado e minha mãe em 2010 fez com que hoje eu valorizasse muito mais as pessoas que estão próximas a mim. A dor, a perda e o luto me tornaram uma pessoa melhor”

Inveja

“Inveja é tristeza pela felicidade alheia. Não existe inveja branca. Inveja branca é só racismo. Só existe inveja negativa”

Fama

“A fama é algo que reforça o ato do mérito. Alexandre, O Grande conquistou o império persa e é famoso. O que existe hoje é que a fama dispensa o mérito. Ela existe independente da ação. A fama é o objetivo em si. Um exemplo cômico: estou em um avião, a mulher do meu lado pede para tirar foto e eu digo: ‘claro, a senhora gosta da minha obra’?. Ao que ela diz: ‘não sei quem é o senhor, mas está todo mundo tirando foto!’ Ou seja, não importa quem eu sou e o que eu fiz, mas se os outros do avião estão dizendo que sou importante, ela tem de fazer o registro”

Política

“Nós continuamos achando que a grande questão é direita, esquerda, centro. O Brasil começou sua Guerra Fria há poucos anos, particularmente em 2013. Corrupção é ambidestra. Ladrões de esquerda, ladrões de direita”

 

 

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Leandro Karnal, hoje, 23h30, na Band. #BlogdoAmauryJr

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Feminismo

”O discurso masculino construiu a culpa do feminino a sedução. Mini-saia nunca estuprou uma mulher. Biquíni nunca estuprou uma mulher. Quem estupra são homens”

“Masculino transforma tudo que é do feminino em fragilidade. Se os homens invertessem isso e, por exemplo, menstruassem, eles disputariam como sinal de masculinidade isso: ‘eu menstruo meio litro’, ‘eu um litro e meio’, ‘eu já menstruei dois litros sem tirar de dentro”

Consciência das mulheres

“As mulheres sempre sofreram violência. Isso é histórico, documentado. Só que agora criamos a consciência, enfim, de que isso é errado. E estamos indo atrás dos agressores que são, na maior parte das vezes, seus companheiros. Isso é terrível. Agora aumentou? Não. A Lei Maria da Penha, as delegacias da mulher e a sensibilidade quanto à violência sobre o feminino na luta contra a misoginia trouxe à tona esse feminicídio constante”.

Haters

“Ser exposto ao público é virar para-raio de todo espécie de sentimento. É impossível fazer sucesso sem odiadores profissionais.”

Amor e paixão

“Paixão é uma infecção passageira curável automaticamente pelo tempo. É uma doença que o tempo contém seu próprio antibiótico. Paixão é uma perversão do amor, porque ela faz com que você veja seu entusiasmo, seu hormônio e sua cegueira como dirigida ao outro. Amor pressupõe anos de relação. Acrescentaria uma longa viagem e um período de uma semana ao lado da família dela/dele.  Se sobreviver a isso, existe a chance dessa paixão começar a dar o primeiro passo para intimidade, confiança, cotidiano”

Pós-paixão

“Quando cai o véu da paixão, você passa a ver a outra pessoa. Apaixonado você não vê. É simplesmente seduzido pelo seu jogo de testosterona ou progesterona”

 

 


Antonio Calloni para viver Roger Abdelmassih: “Abri minhas gavetas e tirei a maldade”

Por Bruno Meier

Antonio Calloni como Roger Sadala, o Abdelmassih da Globo: “um homem que “adoeceu” com o tamanho do poder que teve nas mãos e virou um criminoso”. Foto: Globo / Ramón Vasconcelos

 

Em agosto de 2017, Antonio Calloni recebeu uma ligação de Monica Albuquerque, executiva artística da Globo, que lhe falou do difícil papel que lhe reservaram: viver Roger Abdelmassih em Assédio, série sobre os crimes do médico condenado a 181 anos de prisão por abusar sexualmente de pacientes. Assédio é inspirada no livro A clínica — A farsa e os crimes de Roger Abdelmassih, de Vicente Vilardaga, lançado em 2016.

Em sua primeira entrevista sobre o personagem, o ator conta como construiu o médico. “Abri minhas gavetas internas e tirei a perversão, a maldade, a bondade, o amor… Ele amava profundamente (e a sua maneira) a família. Mas tornou-se um criminoso pelas más escolhas que teve”, diz. “Roger é um homem que “adoeceu” com o tamanho do poder que teve nas mãos e virou um criminoso”.

Hoje com 74 anos, Abdelmassih já foi considerado um dos principais especialistas em reprodução humana no Brasil. Em novembro de 2010, ele foi condenado a 278 anos de reclusão. No ano seguinte, teve seu registro profissional cassado pelo Conselho Regional de Medicina de São Paulo (Cremesp). Após passar três anos foragido, o ex-médico foi preso no Paraguai em agosto de 2014. Em outubro daquele ano, sua pena foi reduzida para 181 anos, 11 meses e 12 dias, por decisão judicial.

A série Assédio terá sua estreia em 21 de setembro, apenas para assinantes do serviço de streaming da Globo, o GloboPlay. Ainda não há previsão de lançamento na Globo.  Escrita por Maria Camargo e dirigida por Amora Mautner, a série tem chances de ser uma das obras mais fortes e violentas dos últimos tempos.

A seguir, a entrevista de Antonio Calloni sobre o tema e seu novo personagem, Roger Sadala (para evitar processos, a Globo decidiu não usar o sobrenome do original).

 

Antes de receber o convite para viver Roger Abdelmassih, quais eram suas impressões dele?

Antes e depois do convite, as impressões continuam as mesmas: um homem que “adoeceu” com o tamanho do poder que teve nas mãos e virou um criminoso. 

Qual sua reflexão sobre o personagem e a motivação para seus crimes?

O instinto venceu a cultura. O desequilíbrio venceu o equilíbrio. A libido descontrolada aliada ao poder de gerar a vida, fizeram de um grande médico, um criminoso.

 Como construiu seu Roger? 

Vi vários, incontáveis, vídeos do Roger (real) falando. Conversei e visitei o consultório e os laboratórios do Dr. Dale – Clínica Dale no RJ – Ginecologia, Medicina da Reprodução e obstetrícia. Mas a principal fonte foi o texto da Maria Camargo, muito bem escrito. O personagem é livremente inspirado no médico real. É importante ressaltar que é uma obra de ficção e não um documentário.

 Qual foi a cena mais difícil de fazer?

TODAS! Eu acreditei o tempo inteiro nele. Imagine como isso é difícil! E eu acreditei. Acreditei para torná-lo real. Acho que consegui.

 O que mudou do tema assédio para você com a série e por que crê que se fala muito mais do tema nos últimos anos?

A série, Assédio, é entretenimento feito com muita responsabilidade, ética e bom gosto. Vai gerar debate e envolver o público numa história de suspense, dor, amor e muita luta. O tema aflorou nos últimos anos, principalmente, mas não exclusivamente, por causa do amadurecimento, empoderamento, coragem e maturidade das mulheres. 

 Como você crê que este personagem ficará marcado na sua carreira?  

Espero que esse personagem contribua para o debate e seja lembrado como um trabalho artístico feito com muita dedicação e responsabilidade. Nada que é humano me é estranho, temos todas as possibilidades dentro da gente. Somos capazes de tudo. Os que têm a sorte de poder escolher, e fazem boas escolhas, escolhem fazer o bem (que é mais fácil e gera mais prazer). Os que fazem escolhas ruins, mais cedo ou mais tarde, pagam por isso. Para fazer o personagem, abri minhas gavetas internas e tirei a perversão, a maldade, a bondade, o amor… ele amava profundamente (e a sua maneira) a família. Mas tornou-se um criminoso pelas más escolhas que teve. Assim é a vida…