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Blog do Amaury Jr

Solteiro, Thiago Arancam é só trabalho: vai estrear no cinema e prepara turnê

Com o término do namoro de cinco meses com a cantora Paula Fernandes, o tenor lírico Thiago Arancam passou a se dedicar 100% aos seus projetos. A começar pela menina dos olhos do cantor, o recém-lançado álbum “Bela Primavera“, um crossover entre a música pop e a erudita.

A música-título, aliás, foi um “presente” da ex, de acordo com Thiago, que compôs três das seis inéditas do álbum. “A gente é amigo, numa boa. Troca ideia, tem gravação junto…”. Questionado se existe chances de reatarem, foi reticente: “Quem sabe… O futuro a Deus pertence”.

Thiago está lançando o clipe de “Delírio“, uma de suas composições, nesta semana, e deve sair em turnê no ano que vem. Para promover o clipe, propôs uma brincadeira para seus fãs e amigos: eles devem cantar um trecho da música, cujo tema é “Te quiero”, e postar no Instagram. Já participaram Ceará, Caçulinha, Faa Morena, Leonardo Neiva, entre outros.

Para este ano, tem apenas um show confirmado: dia 9, no Teatro Guaíra, em Curitiba, com acompanhamento do maestro Alessandro Sangiorgi.

Na telona

Uma das novidades da carreira do tenor é sua estreia nos cinemas. Ele foi convidado a participar do filme “Jorge, O Corintiano“, do diretor João Daniel Tikhomiroff . O longa conta a historia do jogador de futebol Jorge, que passa por vários perrengues até ir jogar no Corinthians. Por questões amorosas e políticas, é mandado para a Amazônia, onde é treinado por um tenente do exército, interpretado por Thiago.

“Estão chamando só corintianos roxos para participar”, explica. Já estão no elenco Jorge, da dupla Jorge & Mateus, que faz o personagem principal, e o apresentador Datena, que volta ao jornalismo esportivo no longa. “Eu também vou assinar a trilha sonora como cantor e intérprete de algumas músicas”, diz Thiago.

Palcos brasileiros

Thiago, que se apresentou pela última vez nos palcos brasileiros no final do ano passado – na ópera “Fosca”, de Carlos Gomes, no Theatro Municipal de SP -, lamenta o cenário atual dos teatros líricos nacionais. “O cenário lírico brasileiro está bem massacrado e machucado. Hoje temos poucas produções, não temos mais temporada nos nossos principais teatros. Isso é uma tristeza enorme, porque é um pais que tem muito a oferecer, tem muito artista nacional querendo mostrar serviço”, diz.

Para ele, público não é um problema: “Nosso país tem público. Fato é que quando canto fora, encontro grupos de brasileiros indo ver as óperas. Grupos de 20, 30 pessoas. E não importa onde, hein? Da Dinamarca à Suécia, Estados Unidos, Itália…”, afirma. Na Austrália, onde cantou recentemente, não foi diferente. Lá, fez Don José, protagonista da ópera “Carmen”, de Bizet, papel que já interpretou mais de cem vezes.

Ele conhece a obra tão profundamente que acabou servindo de assistente da maestrina Allondra de la Parra, que regia sua primeira ópera. “Trabalhei com ela no dia a dia, conversando, mostrando… Porque tenho muita experiência em Carmen, cantei com todos os mezzo-sopranos e barítonos que possa imaginar, e maestros também”, conta. “A gente construiu junto, então foi muito prazeroso pra mim. A Allondra, no peso que ela é, imagina só. É um doce de pessoa, uma batuta precisa, uma homogeneidade com a orquestra!”, elogia.

Pop x erudito

Para o tenor, o crossover aproxima o mundo lírico do pop, e ajuda a formar novas plateias para o repertório clássico. E tem a ver com o que ele gosta, como ouvinte. Em sua playlist, Mahler e Beethoven convivem tranquilamente com Bruno Mars, Beyoncé e Lady Gaga.

“Sou bem eclético, acho que a música é mágica. Não tenho porque limitar uma experiência que posso vivenciar 360 graus”, conta. E afirma que o relacionamento com Paula foi fundamental para que ele ampliasse ainda mais seus repertório. “Foi com ela que comecei a ouvir o country music americano, por exemplo, alguns artistas que eu não conhecia até então, só de nome, como a Shania Twain e o Garth Brooks. Ela me mostrava esse lado dela e eu mostrava, claro, o meu.”