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Blog do Amaury Jr

Lázaro Ramos estreia como colunista de revista e relembra a infância

Em texto para revista, Lázaro questsiona o formato certo de paternidade a ser exercido (Foto: Bob Wolfenson/Divulgação)

 

Lázaro Ramos acaba de estrear em mais uma seara: é o novo colunista da revista “Crescer”. A partir de fevereiro, o ator passa a escrever mensalmente sobre a importância da participação do pai na criação dos filhos. Na coluna de estreia, Lázaro – que é pai de João Vicente, de 5 anos, e Maria Antônia, de 2, frutos do casamento com Taís Araújo – relembra a infância e a relação com o próprio pai. “Ser pai é responsabilizar-se e também sentir alegria ao receber um beijo afetuoso”, diz.

Ele questiona se haveria um modelo certo de paternidade a ser seguido. “Nunca planejei que tipo de pai eu seria. Severo, amoroso? A paternidade vinha a mim sempre na observação do pai que eu tive – um pai muito honesto e responsável, mas com pouco toque. O toque fez falta? Talvez. O fato é que eu percebi seu amor de outra maneira. Com os exemplos e os limites. Mas qual o formato certo de paternidade a ser exercido?”, conta.

Taís Araújo e Lázaro Ramos são pais de dois filhos: João Vicente, de 5 anos, e Maria Antônia, de 2 anos (Foto: Divulgação/GShow)

 

“Quando Taís ficou grávida, eu comecei a pensar no assunto e até procurar textos. Encontrei alguns, poucos falavam sobre sentimentos. Nenhum discorria sobre a sensação de acompanhar uma gravidez. É possível se sentir coadjuvante, principalmente quando se tem uma esposa arretada como a minha, que não pedia ajuda nem para subir uma escada”, afirma.

 

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Criado pela tia-avó, Lázaro diz que se encontrava com o pai na infância sempre de maneira espaçada por conta dos intensos horários de trabalho dele. Ainda assim, era dele a palavra final. “Mesmo sendo de uma geração onde a mulher não ficava apenas em casa para criar os filhos, a figura paterna era utilizada para determinar o limite. Bom… a figura paterna e o ‘cipó-cabôco’. A cada mau comportamento, minha tia Elenita dizia: ‘Menino, eu vou te dar uma surra de cipó-cabôco’ ou ‘Quando seu pai chegar eu vou contar tudo’”, diz. “Eu não uso o cipó para criar meus filhos. Os limites são estabelecidos de outras maneiras, dando abraço quando precisa dar, mas também informando que tem coisas que não são permitidas, e que quanto a isso não tem discussão”.

A Crescer de fevereiro chega às bancas e à plataforma Globo Mais nesta segunda-feira (29).