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Blog do Amaury Jr.

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Rosy Verdi: o Líbano e seus encantos

Da Redação

14/08/2019 16h36

 

O Líbano, que conheci nos anos 80, voltou a me encantar agora em julho, quando retornei para uma visita de seis dias.

Encontrei depois de inúmeros conflitos, da imensa dor com o assassinato do premier, o querido Rafic Hariri, em 14 de fevereiro de 2005, ferida até hoje aberta no coração dos árabes e dos inúmeros bombardeios, um Líbano qual fênix ressurgindo, magnífico, das cinzas.

A capital Beirute, considerada a Paris do Oriente Médio, volta gloriosa com inúmeras e modernas construções, excelentes restaurantes, segurança total, investimentos milionários e uma agitada vida noturna.

Recebi preciosas dicas de Ana Maria Tuma Zacarias e de Deise Camasmie (recebida que foi por Nagi Nahas) e mergulhei em uma deliciosa fantasia árabe.

Os melhores hotéis são o antigo e charmoso Inter Continental Phoenicia (considerado o Copacabana Palace árabe), onde tudo acontece em sua fabulosa piscina, uma localização privilegiada e um café da manhã digno das mil e uma noites com mais de 70 diferentes itens. O Four Season Beirute não tem o mesmo charme, mas é um cinco estrelas muito bom.

Piscina do hotel Inter Continental Phoenicia | Foto: Rosy Verdi

A cidade é dividida em parte antiga ou old town, onde escavações mostram relíquias arqueológicas e construções centenárias e a parte nova, com construções bem modernas, todas ainda ao lado de edificações destruídas, pelos bombardeios sofridos e estas reconstruções ainda levarão algum tempo.

Toda a orla do mar Mediterrâneo é margeada por quilômetros de um calçadão, o Zaituna Bay, com cafés, lojas, ancoradouros, chegando até a Roca dos Pombos, formação de rochas, no meio do oceano e onde se admira um maravilhoso pôr do sol. Indico aí o restaurante Falamank, com seu terraço aberto e seus deliciosos mezzes.

Roca dos Pombos | Foto: Rosy Verdi

Em Sherif, Li Beirut e Leila se concentram os melhores restaurantes entre eles o elegante Balthus, o Fadel, o Fakhry, o lindo Saif el Bahar, sobre o mar, as melhores docerias, que encantam pela fartura e variedade dos doces, as casas de temperos árabes como o zathar, pinholes e pimentas de deliciosos aromas.

Vista aérea das praias | Foto: Rosy Verdi

Souks são chamados os shoppings abertos e o melhor e mais moderno é o Souk Beirut com lojas de grifes internacionais, restaurantes, serviços e um café onde se toma o melhor e mais fresco suco de roma da cidade.

O ABC Verdun é um shopping gigantesco com 7 andares, moderníssimo e a loja 499 com itens de decoração merece uma visita.

O Senado, a Catedral de São Jorge Maronita, a Mesquita de Emir Assaf, a Uruguai Street, só para pedestres com muita música e alegria, assim como Hamra, só para ciclistas e o Badaro, novo point da noite dos ricos libaneses, são imperdíveis, assim como a Junkyard, o bairro dos armênios, especialistas em fabulosas joias e cópias bem mais em conta que as originais.

Joias libanesas | Foto: Rosy Verdi

Ao redor de Beirute, lugares indescritíveis completam uma viagem de sonho ao Líbano.

A gruta de Jeita, enorme onde você atravessa de barco, de trenzinho e caminhando e não pode ser fotografada.

As ruínas de Baalbeck cuja construção foi iniciada pelo imperador Antonio Pio entre 138 e 161AC e finalizada em 211 e 217 AC nos séculos I e ll e que tem em seu mundialmente conhecido Festival de Música no Verão, que acontece no majestoso Templo de Júpiter e onde já se apresentaram Sting, Andrea Boccelli, Gilberto Gil, entre tantos outros famosos.

 

Templo de Júpiter | Foto: Rosy Verdi

Almoçar em Zahle, ao lado do gelado rio Berdawni com seus boulevards floridos e inúmeros restaurantes e encontrar a Rua Brasil, em homenagem aos nossos conterrâneos e depois visitar as boas vinícolas desta região. Ir a ByBlos e ao santuário da Nossa Senhora do Líbano, a Harissa, onde se acessa através de vários funiculares ou percorrer as lindas praias tudo isto é um prazer enorme.

Harissa, Nossa Senhora do Líbano | Foto: Rosy Verdi

O povo libanês é muito alegre e receptivo, as mulheres bonitas e muito elegantes exibindo os últimos looks e os homens também muito elegantes e educados.

Com superfície menor que o estado de Sergipe, o Líbano encanta por sua diversidade, cultura e seus aromas e sabores.

Engraxate típico | Foto: Rosy Verdi

Língua falada: árabe e muito francês
Moeda: Pound Libanês
Dança tradicional: Dabkeh
Bebida típica: arak e suco de romã

Não posso deixar de dizer o que me incomodou muito foi o hábito do fumo entre os libaneses, tanto com o cigarro como o insuportável narguilé.

Onde você estiver, ambiente fechado ou aberto, chega um serviçal com fogareiro, o narguilé acende, troca o bico e a pessoa já começa a fumar, seja homem ou mulher, deixando os ambientes esfumaçados e com vários odores.

É uma pena, ainda mais em um momento em que o hábito do fumo está tão combatido!!

Sobre os autores

Amaury Jr.

É jornalista e apresentador de TV. É o mais conhecido colunista social do Brasil e considerado o criador do colunismo social eletrônico no país, onde mantém um programa de TV há 39 anos ininterruptos.

Bruno Meyer

Começou no jornalismo pela revista Veja. Foi repórter de cultura e titular da coluna Gente, espaço focado na cobertura de personalidades no Brasil e mundo. É autor do livro "A Vida É uma Festa" e editor deste blog.

E-mail: bruno@amauryjr.com.br

Sobre o blog

Notícias, bastidores e informações exclusivas sobre quem é assunto no showbiz, na cultura, na política, nos negócios e em todas as rodas sociais.

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