Bisbilhotices: Costanza Pascolato, Luiza Brunet e Maurício de Sousa antes da fama
. Todas as empregadas domésticas de Luiza Brunet que chamuscam qualquer roupa, sem querer, com o ferro de passar, não recebem bronca, mas um sorriso da doce Luiza, acompanhado de um imediato perdão. É que Brunet também foi doméstica quando chegou ao Rio, deixando para trás sua vida modesta em Itaporã, Mato Grosso do Sul, onde morava numa casinha de palafita.
Ela também queimou muitas camisas do patrão. Costumava escondê-las e ele nem percebia.
Há alguns anos reencontrou o antigo patrão, já na qualidade de deusa, e contou-lhe a história. Foi um encontro emocionado.
. Nem sempre foram flores no caminho de Costanza Pascolatto. Como refugiada na Europa passou fome e frio. Sua família era ligada a Mussolini e quando o fascismo acabou na Itália, os Pascolatto tiveram que fugir, mas foram descobertos na fronteira com a Suíça e levados a um campo de prisioneiros onde passaram maus bocados. Conseguiram se livrar e, na primeira oportunidade, tomaram o rumo da América do Sul com destino à Argentina. O Brasil era escala da viagem, o suficiente para que se apaixonassem. Fincaram raízes e fizeram história.
. O cartunista Mauricio de Sousa queria ser cantor. Varou uma porção de programas de auditório e quase chegou a ser profissional. Só desistiu mesmo depois de derrapar solenemente durante uma apresentação numa emissora de rádio. Se não fosse por essa, teríamos ficado sem Mônica e sua Turma.
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